The mess of a dreamer
Sim. Às vezes as pessoas os veem e pensam a mesma coisa: que eles são meus indivíduos deformados. Minhas criaturas, meus monstros... A verdade é que eles são pessoas rejeitadas. Pessoas comuns que não são desejadas em suas vilas porque não são como as outras. Elas parecem diferentes, emitem sons ou se movem de forma diferente. Algumas nasceram assim. Outras, sofreram queimaduras ou foram desconfiguradas e algumas pessoas simplesmente não as queriam por perto. John Flanagan

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Não é uma história de amor.

Faz muito tempo que eu não escrevo para uma pessoa X. E também faz muito tempo que não sou apaixonada por essa pessoa. É estranho eu precisar me apaixonar de novo e querer que seja por ele.

O pior é que eu acho que tem algo não terminado entre nós. Porque é até errado eu apenas ter deixado de me encantar por aqueles profundos olhos castanhos.

Eu amo olhos castanhos.

E aí eu me pergunto: e se nós tivéssemos dado certo?

Não teríamos. Eu era nova demais para fazer algo durar para sempre. Nós éramos. Ainda somos.

Mas eu mudei, cresci. Cresci muito. Aprendi coisas que eu teria aproveitado muito alguns anos atrás. Ou não.

Talvez eu devesse ter pego o número do celular dele, como minha amiga me disse para fazer. Talvez eu devesse ter puxado assunto quando ele perguntou se eu ia sair com a turma. Talvez eu devesse ter conversado com ele, me tornado amiga dele. Seria mais fácil.

Talvez é um saco. Eu imagino como seria minha vida se não existisse o talvez.

Outra expressão que eu odeio é o “e se?”.

E se eu tivesse deixado ele me conhecer? E se eu tivesse dado a ele chance de se apaixonar por mim? Hoje eu sei que não seria impossível. E se eu não fosse tão estupidamente tímida, a ponto de me calar quase completamente quando ele falava comigo. Estúpida.

A pessoa X é o meu maior “e se?”. Talvez por isso eu sinta alguma coisa não terminada entre nós.

Talvez eu esteja pronta para terminá-la.


Postado em 2/9/2013 às 21:42 | (Reblog this!)
Gente, vocês não sabem como eu AMO esse casal!!

Gente, vocês não sabem como eu AMO esse casal!!

(Source: lcyshale)


Postado em 6/9/2012 às 17:02 | 13,957 notes (Reblog this!)
Keep calm and… KEEP CALM UMA PORRA, EU QUERO SABER O QUE TOBY TEM A VER COM A!

Postado em 4/9/2012 às 12:34 | 1 note (Reblog this!)
A filha perdida

Capítulo 2 - A adoção

Quando finalmente termino de lavar os pratos e minhas mãos estão engelhadas, vou correndo para o quarto me trocar para ir à aula. Perdi a hora do almoço por causa da maldita Olívia, mas acho que consigo comer alguma coisa na escola.

Antes de sair, passo no quarto 4, do terceiro andar, onde só estão Jay e um menininho de cabelos loiros que quase não fala. Jay vem correndo e me abraça. Eu devolvo o abraço.

– Cissa, eu não quero ir à escola.

– Por quê?

– Não gosto de lá.

– Mas tem que ir. Olha, vou te contar um segredo: eu também não. Nem daqui. Mas a gente tem que ficar aqui um tempo, até eu fazer 18 anos. Vai passar rapidinho!

– Quando você vai fazer 18?

– Quando chegar a hora de ir embora eu aviso.

– Quero que chegue logo.

– Eu também, Jay, eu também.

Saio com ele para a escola.

É sexta-feira e, como eu sou uma boa pessoa aqui dentro, tenho o fim de semana livre. Eu pensei em levar Jay para um parque aqui perto, mas ele não pode sair, a não ser que tenha algum evento do orfanato e não tem a alguns meses. Depois da aula, que eu, de jeito nenhum, consegui prestar atenção, eu fiquei com Jay, como sempre.

Mostrei fotos de mamãe, alta e magra, parece comigo. Menos os olhos, que eram pretos. Os cachos castanhos e a pele morena eram exatamente iguais. Os olhos pequenos e o nariz afilado. A boca e os dentes perfeitos. Ele guarda cada pedacinho dela na sua mente, tocando nas bochechas, carnudas, como as dele. Eu tenho pena dele. Foi difícil demais crescer sem pai, imagino como é para ele, sem pai nem mãe.

A noite chega logo e as histórias repetidas que eu conto para ele parecem novas. Jay se agarra a cada palavra como se elas fossem a nossa mãe. Chega a hora de ir dormir e eu levo Jay para o seu quarto e fico vendo ele dormir um pouco.

Nos fins de semana, é permitido ficar até um pouco mais tarde acordado, desde que não passe duas horas do toque de recolher. Eu fico olhando Jay. Ele me lembra muito a minha mãe e eu sinto falta dela. Nos fins de semana eu sempre vou para a cama chorando, com saudade dela e com pena dele. E de mim.

O sábado amanhece chuvoso, com um frio que eu detesto! Hoje eu não tenho nada para fazer e não posso ficar com Jay, ele precisa de contato com gente da idade dele e durante as manhãs de sábado e domingo ele é todo dos amiguinhos. Então, eu tento estudar alguma coisa, minhas notas não são das melhores, mas não adianta, graças à dislexia. Eu poderia usar a internet, mas é muito difícil eles deixarem alguém usar.

Lentamente, a manhã vira tarde e eu finalmente posso encontrar Jay. Estava quase chegando na “creche” do orfanato quando o anúncio foi feito:

– Por favor, todas as meninas entre doze e dezesseis anos venham para o salão principal. Venham bem vestidas, uma família quer adotar três adolescentes. Estejam aqui até uma hora e meia.

Eu sempre faço o máximo para não ser adotada.  Quase do mesmo jeito que eu faço o máximo para que ninguém adote Jay. A diferença é que raramente alguém quer me adotar.

É quase uma hora e eu tenho que ir me arrumar. Então, dou meia volta e subo os dois lances de escada para o meu quarto, meu e de outra menina de 16 anos que não fala com ninguém. Visto um vestido preto simples. Não uso maquiagem, nunca uso. Passo um perfume bastante doce, a maioria das pessoas detesta.

Depois saio do quarto. São pouco mais de uma e meia e eu chego no pátio. Algumas já foram chamadas para conversar com os futuros pais. Faltam nove meninas, incluindo eu.

Espero cerca de meia hora até que me chamam. Estou nervosa, apesar de já ter feito isso antes. Entro na sala recém reformada e tem um casal do outro lado da mesa que eu devo sentar. A mulher é loira, com os olhos castanhos e o homem é alto e gordo e usa uma cartola que parece ter saído do século passado. Eles têm por volta de trinta anos.

– Boa tarde. Nós somos Samel e Jacqueline – diz o homem, estendendo a mão para me cumprimentar.

– Melissa – me apresento rudemente, respondendo à mão estendida do homem.

– Melissa – repete a mulher. – Nós vamos fazer algumas perguntas e você precisa falar a verdade, tudo bem?

Balanço minha cabeça, afirmando, sem saber ao certo o que eu estou fazendo, como se concordar fosse minha única opção.

– Então, como você chegou aqui? – pergunta a mulher da voz aguda.

– Minha mãe morreu quando meu irmão nasceu e eu nunca conheci nem meu pai nem o pai dele e não tenho mais ninguém – respondo quase hipnotizada.

– Seu irmão tem quantos anos?

– Quatro.

– O que você pretende do seu futuro? A verdade, certo?

– Certo. Pretendo fazer dezoito anos sem ser adotada para poder recuperar o dinheiro da minha mãe e tirar meu irmão daqui.

– A quanto tempo você mora aqui?

– Desde que meu irmão nasceu. Quatro anos.

– Tem alguém que te perturba aqui?

– Não – menti. Não tem para que dizer toda a verdade e eu não me sinto mais hipnotizada como antes.

– A verdade, lembra.

– Tem, uma garota de 15 anos, Olivia.

– Tudo bem, é só isso que a gente quer – diz o homem.

Eles saem da sala e me deixam lá. Eu volto para o pátio e depois de uma hora, eles dizem quem decidiram adotar.

– Julia Wilwine – uma garota de 12 anos, morena que é tão sociável quanto eu volta à sala. – Olivia Camberar – Olivia a segue. – E Melissa Campbell. Venham conhecer seus novos pais.

(Source: allthescarsyoumake)


A filha perdida

Capítulo 1 - O Orfanato

É triste acordar nesse lugar.

O toque de despertar faz meus ouvidos zumbirem, eu odeio. Tenho que arrumar a cama e esperar alguém liberar o banheiro do andar. Os quartos são separados por idade e os andares, por sexo. As meninas ficam no segundo andar e os meninos, no terceiro. No primeiro andar, é a administração e os aposentos das pessoas que trabalham aqui.

Depois de ser a última a tomar banho no banheiro imundo, apressada por causa da hora do café da manhã, eu volto para o quarto, guardo meu pijama e saio correndo para o refeitório que fica no térreo.

Mamãe morreu quando eu tinha 12 anos. Meu irmão era recém nascido e custou para as funcionárias do orfanato o aceitar. Hoje, ele tem quatro anos e corre para mim gritando: “Cissa, Cissa!”. Eu o abraço e faço cócegas na barriga dele. Depois, preparo um sanduíche e pego um pouco de suco para ele, que come como se fosse o melhor banquete do mundo.

Meu irmão não tem nome. Não oficialmente. As pessoas do orfanato o chamam de João, mas eu sei que o nome dele seria Jayme. Era o nome do meu avô, mamãe o amava, até idolatrava. E ela já disse que se tivesse um menino, esse seria o nome dele. E ela não sabia que Jay era menino.

Voltando a falar do orfanato, as refeições e a hora livre da manhã são os únicos momentos que eu posso ver Jay. Entre as sete e oito horas é o café da manhã. Das oito às nove, temos horas livres, onde nós fazemos o que quisermos. Eu sempre fico com Jay. Não sou boa em fazer amigos, não gosto muito de pessoas. Tento ensiná-lo a ler, mas as palavras parecem pular do papel quando eu leio. E meu irmão não consegue ficar parado, me irritando. Por isso, nossas aulas nem sempre dão certo, mas Jay está tendo um grande avanço.

Então, como rapidamente, para estar logo livre e ficar mais um pouco com meu irmão. Tenho sorte por ele não ter sido adotado, apesar de ser adorável. É incrível como quando eu digo que ele é hiperativo as pessoas desistem de querer criá-lo. Elas querem perfeição.

– Cissa, eu tive um sonho ontem – ele me conta.

– Sério, Jay? E como foi? – Pergunto, apertando as bochechas carnudas dele.

– A gente saía daqui. Ninguém adotava a gente, mas levava pra um campo com “marangos”.

– Morangos, Jay.

– É. Aí tinha um homem com bunda de cavalo – diz, rindo, como toda criança – e “outo” com bunda de burro. E a gente “bigava” com espadas e era super-heróis.

Sorrio para ele, sem ter o que dizer. Vou deixá-lo sonhar antes que ele perca sua inocência e perceba que o mundo não é uma maravilha. Pode ser um sonho bonito, mas real, ele jamais será.

Hoje tento ensinar Jay a ler de novo, mas sem sucesso. Então, ficamos apenas conversando. Eu digo a ele como mamãe era bonita e sobre como ela o amava, mesmo antes de nascer. Não quero que ele cresça pensando que foi abandonado.

– Cissa, por que você nunca fala de papai?

– Não conheço papai, Jay.

E não conheço mesmo. Eles ficaram juntos umas semanas, quando eu fui concebida, mas mamãe diz que ele nem chegou a saber que ela estava grávida. Depois, mamãe fez uma viagem e voltou grávida. Ela nunca disse quem é o pai de Jay, mas eu tenho certeza que, se não for o meu pai, é algum conhecido. Minha mãe não é de se entregar para qualquer um. Mas ela nunca falou disso comigo, apesar de eu ter certeza que vovô sabia. Três meses antes de Jay nascer, ele foi assassinado e depois, mamãe morreu e nós fomos trazidos para cá.

Mas Jay é muito novo para saber disso.

– Como?

– Quando você for mais velho, eu explico.

– Mas Cissa, eu quero saber…

– NÃO! – Acabo gritando. – Desculpa, Jay. Não posso explicar agora.

Pego um papel e dobro algumas vezes até formar um sapo. Quando eu era mais nova, vovô casou-se com uma japonesa, ou uma mulher que trabalhava com cultura japonesa (ele casou com as duas, mas elas se misturam na minha mente, formando uma só), que me ensinou a fazer origamis. E isso virou minha obsessão. Jay é apaixonado por sapos, apesar de eu achar muito nojento.

Entrego a ele, que pega um lápis de cor e colore o sapo. É laranja, a cor favorita de Jay. O sinal bate, indicando o fim da hora livre e eu abraço Jay e saio para cumprir o meu dever com o orfanato.

Depois da hora livre, todos os maiores de dez anos têm alguma obrigação a fazer para zelar pela ordem do orfanato. Meio dia, todos voltamos para o refeitório e eu faço o prato do meu irmão e o ensino a usar os talheres. Uma hora, todos vamos à escola que fica no fim do quarteirão. Voltamos às seis horas e vamos direto tomar banho. Sete horas da noite, jantamos e todos têm que ir estudar. Dez horas, toca o “toque de recolher” e nós vamos dormir. Nos fins de semana, os maiores de 14 anos podem sair, com a supervisão de um funcionário. Os que ficam devem cuidar do orfanato, “zelar pela ordem” é o “nosso” lema, ou estudar.

É assim nossa rotina.

Apesar de muitos acharem que vivemos no paraíso, eu prefiro pensar que aqui é o inferno. Eu era muito rica antes de mamãe morrer. Ela herdara todas as empresas do avô dela e eu costumava freqüentar as melhores escolas, mesmo sendo frequentemente ou suspensa. Quando eu fizer 18 anos, tudo isso volta a ser meu, mas antes eu tenho que viver pacificamente nesse orfanato. É muito difícil.

Enfim, hoje é meu dia de lavar pratos. Meu e de uma garota de 15 anos que me odeia, Olívia. Desde que eu cheguei aqui, ela não gosta de mim e faz de tudo para que eu me dê mal.

– Hoje você vai lavar os pratos pra mim – diz ela.

– O que faz você pensar que eu farei isso?

– Você sabe que eu tenho meus meios de fazer seu irmão ser adotado – direta. Não gosto disso. Prefiro pessoas que falam por enigmas e fazem círculos antes de chegar ao ponto. – E vou fazer ao menos que você faça exatamente o que eu lhe mandar. Tenho que sair hoje e você vai me encobrir.

Ela vai direto à minha ferida. Meu ponto fraco é Jay. Não posso deixar que nada de mal o aconteça e nem posso me separar dele. Por isso faço tanto esforço para que ele nunca seja adotado. Olívia é uma predadora que sempre dá o jeito de conseguir uma caça. Nem que para isso ela precise respigar seu veneno de cobra em outras pessoas.

– Tudo bem – digo inconformada. – Não tenho outra opção.

E esfrego cada prato desejando que seja o último. Não vejo a hora de sair deste lugar.


Não concordo com esses shipps “Poseidon + Atena”. Atena é uma deusa que jurou a Zeus virgindade eterna, sendo assim uma deusa donzela. E, cá pra nós, se ela fosse casar, queria que ela casasse com Hefesto…


ask-bruxos-semideuses-tributos:

Oie gente, vim da oi pra vocês com essa musica dedicada aos tributos, não consigo para de ouvir.

(Source: central-de-sagas)


Postado em 26/7/2012 às 21:45 | 15 notes (Reblog this!)
Desventura
O Sol já não é mais uma estrela brilhante.
Os céus são um cinza infeliz.
Maldito coração amante.
Que um dia quis quem não me quis.
Não podiam os deuses me ajudar?
No dia belo e perfeito,
Em que você, humilde sujeito
Viria a mim se entregar.
Campos secos, sem plantação.
Secos como meu coração
A chuva já não mais cai,
Assim a lágrima que do meu olhar não sai.
Então da cidade estou a fugir,
A fugir da solidão.
Esperançosa, fingir:
Não há mais desilusão.
- esse texto eu escrevi para um trabalho de português, inspirado no arcadismo ou neoclassicismo. Disseram que ficou bom…

Abismo

No meu sonho, estou vendo uma garota correr. Ela corre desesperadamente, como se fosse defender sua vida ou algo mais valioso.

É uma garota alta e eu posso dizer que se destaca entre outras garotas, mas agora é pequena e insignificante ao lado da imensa floresta que a cerca. O emaranhado de castanho que antes era o cabelo dela me mostra que ela está fugindo há algum tempo, ela não deixaria o cabelo desse jeito sem outra opção. Dela sai um brilho, uma luz prateada, como se ela pertencesse às estrelas.

Alguma coisa está correndo atrás dela. Tenho certeza que ela está fugindo disso. Essa criatura tem cabelos que mais parecem fogo e é muito rápida. É apenas uma questão de tempo para pegar a garota.

Mas ela persiste. Está cansada de sua jornada, mas não reduz o passo. O brilho prateado vai, aos poucos, rareando. Depois de uma ou duas horas, a coisa com os cabelos de fogo está muito próxima à garota, dizendo que cansou de brincar de pega.

Eu posso agora, não sei como, ouvir os pensamentos da garota. Não todos, apenas algumas coisas aqui e ali, como fugir, correr mais rápido e uma lembrança. Uma tortura, ela presa a um poste. Eletricidade e água.  Sua fuga, estava quase morta. Todo o seu corpo estremece e ela se irrita pelo momento de distração.

Então, ela corre mais rápido, sabendo que não tem muitas chances de escapar. Sente a coisa tocar de leve nos seus cabelos.

Fim da linha. A garota vê um penhasco a alguns metros dela, ela tem uma visão muito boa entre as árvores. Duas escolhas: pular ou ser torturada até a morte. A primeira parece ser menos dolorosa. Ela pula.

Esse sonho me apavora. Porque antes de acordar suada e gritando, olho bem para o rosto da garota… A garota sou eu.


Postado em 4/7/2012 às 12:31 | 4 notes (Reblog this!)
Tags: # textos # conto